Sônia Daniel

Subjetividade e Doenças

Posted by: admin in: ● 2 de julho de 2009

Hoje em dia há muitas pesquisas científicas, suficientes, que podem ratificar a afirmativa de que emoções positivas – aquelas que geram experiência agradáveis –  potencializam a saúde e ao contrário, as negativas – as que geram experiências desagradáveis – tendem a comprometê-la.

A psiconeuroimunologia, é uma dessas ciências, razoavelmente nova, que  dedica-se a pesquisas das relações entre as emoções e a imunidade, ou seja, em como a interação da mente com  os sistemas nervoso, imune e endócrino trabalha para manter o organismo equilibrado.

Quando esta interação é descompensada, por acontecimentos estressantes processados por meio de crenças e valores próprios de cada pessoa, o organismo sente e estados doentios começam a aparecer.

As investigações nessa área revelam que diversos estados doentios são frutos de desequilíbrios emocionais, tais como: inquietação, medo, choque, ansiedades, angústias, tristezas entre tantas outras.

O trecho abaixo, retirado da  entrevista da oncologista  Maria Belmira P. de A. Garcia, à Revista Saúde Preventiva, demonstra como as emoções negativas podem causar sérios transtornos orgânicos:

“ Quando as angústias não são digeridas, o corpo grita e exige uma mudança de atitude…..Todo sentimento e emoção sentidos precisam ser respeitados e compreendidos para não prejudicarem o corpo. É isso que levaria uma situação estressante a se transformar em um aviso do corpo, como uma dor de estômago. Sem dar a devida atenção, isso poderia virar algo mais sério como uma úlcera. E, se mesmo assim, as angústias não são “digeridas”, entendidas, aceitas, o corpo grita, podendo surgir então o câncer”.

Há pessoas que se vangloriam e acreditam piamente que conseguem  “controlar” suas emoções. Na verdade essa atitude chama-se “controlar o comportamento”, ou seja, elas se comportam adequadamente para não demonstrarem suas emoções negativas no social, o que não significa que essas emoções não estejam lá, sendo mascaradas.

É uma pena: A sociedade agradece, mas o corpo padece!

O controle do comportamento traz um benefício social, mas mascaram possíveis transtornos orgânicos que surgirão, com certeza em algum momento. Assim, é necessário dar uma atenção maior a essa subjetividade que nos ronda.

Em contrapartida,  há dois agentes  principais que auxiliam na manutenção da saúde:  o primeiro é externar os  sentimentos sem mascará-los, ou seja, quanto maior a capacidade de  referir o mal-estar, verbalizando suas emoções e sentimentos, menor será a chance de representar tudo isso através de palpitações, pontadas, dores, falta de ar e doenças de forma geral.

O segundo fator e não menos importante, é ter um estilo mais positivo em relação à vida, os bons humores, podem ter efeitos benéficos para recuperar a saúde.

Bom humor diz respeito a rir das coisas em geral, das incongruências do cotidiano, das situações constrangedoras, dos pequenos problemas do dia-a-dia; resultando em uma vida mais “ligth”, menos ameaçadora.

O riso tem um papel importante na redução dos hormônios envolvidos com o estresse. As pessoas que sabem rir e se divertir, são, geralmente, mais saudáveis e mais capazes de sair de situações de estresse com mais facilidade.

Um estudo realizado pela equipe de Sheldon Cohen, da Universidade Carnegie Mellos, nos EUA, entrevistou 334   voluntários saudáveis durante duas semanas para avaliar seus estados emocionais. As pessoas tinham que descrever como se sentiam quanto a vigor, bem-estar, calma, depressão, ansiedade e hostilidade  (reportagem de Giovana Giardi, com o tema “O poder da Felicidade”):

Depois de descreverem suas emoções, os voluntários receberam no nariz uma dose de rhinovírus, um germe que causa resfriados. Os pesquisadores, então, mantiveram-nos em observação por cinco dias para averiguar se eles tinham se infectado.

“As pessoas que relataram emoções positivas apresentaram maior resistência a desenvolver resfriados comuns”, concluiu Cohen. E mesmo quem não estava feliz todo dia, mas tinha melhorado o humor também apresentou uma diminuição na freqüência de resfriados.

O estudo, financiado pelo Instituo Nacional de Saúde Mental dos EUA, reforça o que muitos médicos já constataram clinicamente: quem é feliz ou assume uma postura mais positiva diante da vida geralmente tem menos doenças. É o inverso do que ocorre com pessoas que sofrem de estresse crônico, por exemplo. Vários estudos já comprovaram que o excesso dos hormônios adrenalina e cortisol liberados nas situações de estresse acaba debilitando o sistema imunológico. Médicos que tratam de enxaqueca também relatam que a felicidade é o melhor remédio. De acordo com o chefe do setor de cefaléia da Unifesp, Deusvenir de Souza Carvalho, bom humor mantém altos os níveis de serotonina. A substância está relacionada à alegria e, para o cérebro, dor e felicidade são incompatíveis, explica”

Estudo sugere que bom humor previne doenças. Pessoas bem dispostas, felizes e relaxadas correm menos riscos de pegar resfriados em comparação com as mais deprimidas, nervosas ou irritadas, de acordo com pesquisa divulgada em julho na revista “Psychosomatic Medicine”.

Resultado: Os participantes do estudo que tinham um estilo emocional mais “positivo” não eram infectados com tanta freqüência e experimentavam menos sintomas que os  de “estilo negativo”.

Vê-se então, que o antídoto para as doenças está em nós mesmos. Na medida em que aprendemos a lidar com as nossas emoções e sentimentos, respeitando e aceitando-os como parte de nós, bem como desenvolvendo atitudes mais positivas em relação a vida, a tendência da doença é desaparecer.

Negar ou evitar as emoções e os sentimentos negativos só fazem aumentar o seu poder,pois mantém a nossa atenção voltada para sua presença e nos leva a uma batalha constante. Aceitar, é reafirmar que estamos prontos para acompanhar e transpor o sentimento, de maneira a aprender, e a crescer com a experiência.

Assim concentrar o esforço na comunicação e interação harmoniosa entre a mente e o corpo, é a saída para o equilíbrio mental e a saúde física.

13 Comments to "Subjetividade e Doenças"

1 | Andreaha San

22 de agosto de 2009 to ● 14:03

Belo post Sônia! Subjetividade e doença faz a gente pensar..

Na cabala, em meus ensinamentos sobre meditação e filosofia oriental, e em todo o saber que prime pela busca da essência humana, a pergunta é a chave da solução.
Portanto antes de buscarmos respostas para nossas aflições, sejam elas quais forem, é importante saber formular a pergunta.

Na meditação em que me desenvolvi há mais de década e associo à minha arte e ateliês de expressão que ministro, a pergunta tem lugar sagrado. Ela inspira o desenvolvimento de exercícios orientados pela autonomia do indivíduo.

Quando perguntamos à nós mesmos com o desejo mais profundo de quem precisa saber, formulamos a pergunta com os ingredientes mágicos de sua solução. A esclarecedora análise racional (especialmente para nós orientais)deve esperar no entanto, sem ansiedade, que os dados possam emergir do inconsciente. Desta conjunção: a informação que emerge do subconciente para o consciente, nasce a ponte entre coração e mente, reunindo espírito à matéria. O que no oriente chama-se ponte de antakarana e significa anscenção através da elevação da consciência.

Doença é oportunidade de migração de um estado à outro de consciência. O limite é o corpo físico, esta é a condição do ser humano. Mas nós somos também espíritos e portanto, detentores de outras condições e saberes ainda irreconhecíveis especialmente por aqui, mundo ocidental. Agir com a consciência que se tem é um princípio de sabedoria inestimável. Melhor do que buscar desvairado, sem saber o que.

O mito de Quíron – o curandeiro ferido é muito interessante. Em síntese propõe o que já falamos aqui. Nossas feridas, dores e agonias, guardam em si oportunidade de novas consciências se enfrentadas com coragem e amor-próprio. O curandeiro ferido é aquele que mergulhou na própria dor e dela extraiu não apenas a sua cura, mas a síntese do sentido de cura.

Não à toa que traz consigo a maestria de quem viveu a experiência e dela emergiu novo Ser, podendo assim favorecer o caminho de cura à outras pessoas.

beijos Sônia!
querida colega de especialização!

Andreaha San

2 | admin

22 de agosto de 2009 to ● 15:45

Querida amiga, mais que lindas palavras…..adoro a sua escrita, é sempre clara e profunda!!!
beijinhos e obrigada pelo comentário ele complementa o artigo belamente.
Sonia Parucker

3 | kabbalistic

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Sônia Parucker

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16 de Fevereiro de 2010 to ● 14:35

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Sonia Parucker

11 | Tweets that mention Subjetividade e Doenças « Sônia Parucker -- Topsy.com

28 de Abril de 2010 to ● 5:21

[…] This post was mentioned on Twitter by Danielle Criscoullo. Danielle Criscoullo said: ▶ A ciência já comprovou que as emoções negativas causam doenças. http://blog.soniaparucker.com.br/2009/07/subjetividade-e-doencas/ […]

12 | toisilkilurry

1 de junho de 2010 to ● 1:22

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